Clínica Médica ICetoacidose diabéticaNível 2
Homem de 22 anos, com diabetes mellitus tipo 1, chega ao pronto-socorro com 2 dias de poliúria, vômitos e dor abdominal, depois de suspender a insulina por falta do medicamento. Está desidratado, com respiração rápida e profunda. PA 96/60 mmHg, FC 118 bpm, FR 28 irpm.
Exames: glicemia 480 mg/dL; gasometria arterial com pH 7,12 e bicarbonato 9 mEq/L; ânion gap 24 mEq/L; cetonemia elevada; sódio 134 mEq/L; potássio 3,1 mEq/L (referência 3,5 a 5,0 mEq/L); creatinina 1,4 mg/dL.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AInsulina regular intravenosa em bolus imediato, seguida de infusão contínua
BBicarbonato de sódio intravenoso para corrigir a acidose antes da insulina
CSoro fisiológico a 0,45% em infusão rápida, com insulina simultânea
DInsulina NPH subcutânea e hidratação oral, com reavaliação em 6 horas
EExpansão com soro fisiológico a 0,9% e reposição de potássio, adiando a insulina até K ≥ 3,3 mEq/L✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o quadro é de cetoacidose diabética grave, e o primeiro passo é a expansão volêmica com cristaloide isotônico. Com potássio abaixo de 3,3 mEq/L, a insulina deve ser adiada até a reposição de potássio, porque ela desloca o potássio para dentro das células e pode precipitar hipocalemia grave e arritmias (ADA e SBD). Iniciar insulina de imediato (A) ignora esse risco. O bicarbonato (B) só é considerado com pH < 6,9. A solução a 0,45% (C) não é o fluido inicial em paciente hipovolêmico, e a insulina NPH subcutânea (D) não é adequada para cetoacidose grave.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.