Clínica Médica IDiabetes tipo 2: antidiabéticos oraisNível 1
Homem de 58 anos teve diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2 na atenção primária. Está assintomático, com IMC 31 kg/m², PA 130/80 mmHg, sem história de doença cardiovascular aterosclerótica nem de insuficiência cardíaca. Exames: HbA1c 7,2%, creatinina 1,1 mg/dL, taxa de filtração glomerular estimada 72 mL/min/1,73 m², relação albumina/creatinina urinária normal. Foram feitas orientações sobre dieta e atividade física.
Qual é o fármaco de primeira escolha para iniciar o tratamento?
AMetformina, com titulação gradual da dose para reduzir efeitos gastrointestinais✓ correta
BGlibenclamida em monoterapia, pela maior potência hipoglicemiante
CInsulina NPH ao deitar, para preservar a função das células beta
DPioglitazona, pelo efeito sobre a resistência à insulina
EAcarbose, para controle da glicemia pós-prandial
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: na ausência de doença cardiovascular estabelecida, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, a metformina associada a mudanças no estilo de vida é a terapia inicial recomendada pela SBD, por ser eficaz, barata, disponível no SUS, neutra em peso e sem risco intrínseco de hipoglicemia. A titulação gradual reduz náuseas e diarreia. A glibenclamida (B) causa hipoglicemia e ganho de peso e não é primeira escolha. A insulina (C) fica reservada a hiperglicemia grave, sintomas catabólicos ou falha de outras terapias. Pioglitazona (D) e acarbose (E) são opções de segunda linha, com eficácia menor ou mais efeitos adversos.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.