Clínica Médica ILesão renal aguda - KDIGO e lesão pré-renalNível 3
Mulher de 78 anos tem diarreia e vômitos há 4 dias, com baixa ingestão de líquidos. A PA é de 96/60 mmHg e a FC de 108 bpm, com mucosas secas. A creatinina basal, de 2 meses atrás, era de 0,9 mg/dL, e a atual é de 2,1 mg/dL. O exame de urina mostra densidade de 1,030 e sedimento sem cilindros granulosos. O sódio urinário é de 12 mEq/L e a fração de excreção de sódio (FENa) é de 0,5%. A ultrassonografia não mostra hidronefrose.
Considere a classificação KDIGO pela creatinina: estágio 1, de 1,5 a 1,9 vez a basal; estágio 2, de 2,0 a 2,9 vezes; estágio 3, 3,0 vezes ou mais (ou creatinina de 4,0 mg/dL ou mais).
Qual é a classificação da lesão renal aguda e o mecanismo mais provável?
AKDIGO 1; necrose tubular aguda com perda da capacidade de concentrar a urina.
BKDIGO 3; lesão pré-renal por hipovolemia.
CKDIGO 2; lesão pré-renal por hipovolemia, com túbulos íntegros reabsorvendo sódio e água.✓ correta
DKDIGO 2; necrose tubular aguda isquêmica já estabelecida.
EKDIGO 2; lesão pós-renal por obstrução do trato urinário.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a creatinina subiu 2,3 vezes em relação à basal, o que corresponde ao estágio 2 do KDIGO. A FENa abaixo de 1%, o sódio urinário baixo, a urina concentrada e o sedimento sem alterações mostram túbulos íntegros, que respondem à hipoperfusão retendo sódio e água, ou seja, lesão pré-renal por hipovolemia. Na necrose tubular aguda (A, D), a lesão tubular faz a FENa passar de 2%, com urina isostenúrica e cilindros granulosos pardacentos. A lesão pós-renal (E) se torna improvável sem hidronefrose. A alternativa B superestima o estágio.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.