Genética HumanaDiagnóstico molecular - interpretação de variantes pela ACMG e VUSNível 2
Uma mulher de 45 anos, sem câncer e com história familiar pouco informativa, realizou por conta própria um painel multigênico para câncer hereditário. O laudo identificou, em heterozigose, uma variante missense no gene MSH6 classificada como de significado incerto (VUS), segundo os critérios da ACMG/AMP.
Qual é a conduta adequada diante desse resultado?
AConsiderar a variante patogênica e oferecer teste preditivo a todos os familiares
BConsiderar a variante benigna e encerrar definitivamente a investigação genética
CNão basear decisões clínicas na VUS, conduzir pela história e aguardar reclassificação✓ correta
DInterpretar a VUS como variante patogênica com penetrância reduzida
EConfirmar síndrome de Lynch se houver qualquer caso de câncer na família
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: pela classificação ACMG/AMP, uma VUS não tem evidência suficiente para ser considerada patogênica nem benigna, e não deve guiar condutas clínicas nem ser usada em testes preditivos de familiares. O seguimento baseia-se na história pessoal e familiar, e a variante pode ser reclassificada com novas evidências, por isso a reavaliação periódica é recomendada. A alternativa A trata a VUS como patogênica, erro que pode gerar intervenções desnecessárias. A alternativa D confunde incerteza de classificação com penetrância, que é outra propriedade de variantes já reconhecidas como patogênicas.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.