Genética HumanaTipos de mutação e nomenclatura HGVSNível 1
O sequenciamento de um gene autossômico encontra, em heterozigose, a variante c.118C>T. Nela, o códon 40, que era CAG (glutamina), passa a ser TAG. Em HGVS, a variante proteica é descrita como p.(Gln40Ter).
Qual é a classificação correta dessa variante quanto ao tipo e qual é a consequência molecular esperada?
AÉ uma variante nonsense: cria um códon de parada prematuro, e o mRNA pode ser degradado por decaimento mediado por nonsense (NMD).✓ correta
BÉ uma variante missense: troca a glutamina por outro aminoácido e mantém o comprimento da proteína.
CÉ uma variante silenciosa: muda o códon, mas não muda o aminoácido codificado na posição 40.
DÉ uma variante frameshift: desloca a fase de leitura a partir do códon 40 e gera uma proteína alongada.
EÉ uma variante de splicing: destrói o sítio doador do íntron e faz o éxon correspondente ser pulado.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta. A troca C>T transforma o códon CAG no códon de parada TAG, e a notação "Ter" em HGVS indica término prematuro, ou seja, uma variante nonsense. Quando o códon de parada fica longe do último éxon, o mRNA costuma ser degradado por NMD. A alternativa D está errada porque o frameshift vem de inserção ou deleção que não é múltipla de três, e aqui houve só uma substituição. A alternativa C está errada porque, em uma variante silenciosa, o aminoácido continua o mesmo.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.