Genética HumanaSíndromes de predisposição ao câncer - síndrome de Lynch e instabilidade de microssatélitesNível 2
Um homem de 41 anos tem adenocarcinoma de cólon direito sem polipose. O pai teve câncer colorretal aos 48 anos, e uma tia paterna, câncer de endométrio aos 50 anos. O estudo do tumor mostra alta instabilidade de microssatélites e, na imuno-histoquímica, perda da expressão das proteínas MSH2 e MSH6, com expressão preservada de MLH1 e PMS2.
Qual é a explicação mais provável para esse caso?
AVariante germinativa no APC, com perda do controle da via Wnt e polipose difusa
BVariante germinativa no TP53, característica da síndrome de Li-Fraumeni
CHipermetilação somática do promotor de MLH1, padrão típico de tumores esporádicos
DDefeito no reparo por excisão de nucleotídeos, como no xeroderma pigmentoso
EVariante germinativa no MSH2, com falha no reparo de erros de pareamento do DNA✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o quadro preenche critérios de suspeita de síndrome de Lynch, de herança autossômica dominante, causada por variantes germinativas em genes de reparo de erros de pareamento (MLH1, MSH2, MSH6, PMS2 ou deleções em EPCAM). A falha desse reparo gera instabilidade de microssatélites, e a perda conjunta de MSH2 e MSH6 aponta para o MSH2, já que a MSH6 é instável sem sua parceira. A hipermetilação somática do MLH1 (C) causaria perda de MLH1 e PMS2, e não de MSH2 e MSH6. A alternativa A descreve a polipose adenomatosa familiar, ausente neste paciente.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.