Genética HumanaDoenças monogênicas - atrofia muscular espinhal e terapias conceituaisNível 3
Um lactente de 4 meses tem hipotonia generalizada, fraqueza proximal e fasciculações de língua. O teste molecular mostra deleção do éxon 7 do gene SMN1 em homozigose, confirmando atrofia muscular espinhal (AME). O laudo informa ainda o número de cópias do gene SMN2, quase idêntico ao SMN1, exceto por uma troca de nucleotídeo no éxon 7.
Qual afirmação explica corretamente a relação entre SMN2, gravidade e terapia nessa doença?
AO SMN2 é um pseudogene não transcrito, e seu número de cópias não influencia o fenótipo
BA gravidade depende do número de cópias de SMN1 remanescentes nos pais, não do SMN2 do paciente
CO oligonucleotídeo antisense corrige a doença ao se integrar ao genoma dos motoneurônios
DA maioria dos transcritos do SMN2 exclui o éxon 7; mais cópias atenuam o quadro, e antisense aumenta a inclusão✓ correta
EA AME decorre de expansão de trinucleotídeos no SMN1, o que explica a antecipação entre gerações
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a troca de nucleotídeo no éxon 7 do SMN2 altera o processamento do RNA, de modo que a maioria dos transcritos exclui esse éxon e produz proteína instável, com apenas uma pequena fração de proteína SMN completa. Por isso, maior número de cópias de SMN2 associa-se a fenótipos mais leves. Os oligonucleotídeos antisense usados na AME ligam-se ao pré-mRNA do SMN2 e modificam o splicing, aumentando a inclusão do éxon 7, sem alterar o genoma. A alternativa C confunde oligonucleotídeo antisense com terapia gênica integrativa, e a E atribui à AME um mecanismo (expansão de repetições) que ela não tem.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.