Enfermagem em Saúde do AdultoOrtopedia: síndrome compartimentalNível 3
Um homem de 25 anos sofreu fratura fechada de tíbia e está com aparelho gessado circular na perna direita há 10 horas. Ele refere dor intensa e crescente que não melhora com a morfina prescrita, piora quando o enfermeiro estende passivamente os dedos do pé e vem acompanhada de formigamento no dorso do pé. O pulso pedioso está palpável e os dedos estão aquecidos.
A conduta de enfermagem correta é:
AElevar o membro bem acima do nível do coração, aplicar gelo sobre o gesso e reavaliar em 4 horas.
BReconhecer a suspeita de síndrome compartimental, manter o membro na altura do coração, afrouxar os enfaixamentos e comunicar imediatamente a equipe médica para avaliação e abertura do gesso.✓ correta
CTranquilizar o paciente, pois a presença de pulso pedioso afasta comprometimento circulatório importante.
DAdministrar nova dose de analgésico e reavaliar a dor no próximo turno, registrando a queixa.
EMassagear a panturrilha acima do gesso para melhorar o retorno venoso e aliviar o formigamento.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: dor desproporcional que não cede com opioide e piora com o estiramento passivo, somada à parestesia, são sinais precoces de síndrome compartimental, uma emergência ortopédica. O membro deve ficar na altura do coração, pois elevar acima (A) diminui a pressão de perfusão arterial. O enfermeiro afrouxa os enfaixamentos e aciona o médico com urgência para abrir o gesso e avaliar a necessidade de fasciotomia. Ausência de pulso e palidez são sinais tardios, então o pulso presente não afasta o diagnóstico (C). Apenas repetir a analgesia (D) atrasa a conduta.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.