Enfermagem em Saúde do AdultoInsuficiência cardíaca - digoxina e hipocalemiaNível 2
Mulher de 72 anos, internada na clínica médica com fibrilação atrial e insuficiência cardíaca, recebe prescrição de digoxina 0,125 mg VO às 8 h e furosemida 40 mg EV. Antes da dose da manhã, o enfermeiro encontra pulso apical de 52 bpm em 1 minuto. A paciente se queixa de náuseas e diz que está enxergando as coisas amareladas. O exame da madrugada mostra potássio sérico de 2,9 mEq/L (referência: 3,5 a 5,0 mEq/L).
Qual é a conduta de enfermagem adequada?
ANão administrar a digoxina, comunicar o médico de imediato e registrar os achados, pois há sinais sugestivos de intoxicação digitálica favorecida pela hipocalemia✓ correta
BAdministrar a digoxina com o café da manhã para diminuir a náusea e reavaliar o pulso em 1 hora
CAdministrar metade da dose de digoxina e manter a furosemida, comunicando o médico no fim do plantão
DMedir o pulso radial e, se estiver acima de 50 bpm, administrar a digoxina normalmente
EAdministrar a digoxina e oferecer antiemético da prescrição se necessário, pois náusea é efeito esperado no início do tratamento
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: bradicardia (pulso apical abaixo de 60 bpm), náuseas e alterações visuais (visão amarelada) são sinais clássicos de intoxicação digitálica. A hipocalemia causada pela furosemida aumenta a ligação da digoxina à bomba de sódio e potássio e eleva o risco de arritmias. A dose deve ser suspensa e o médico avisado logo. O pulso radial (alternativa D) pode subestimar a frequência na fibrilação atrial; por isso se mede o pulso apical por 1 minuto inteiro. Dar dose parcial por conta própria (alternativa C) ou tratar a náusea como efeito esperado (alternativa E) mantém o risco de arritmia grave.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.