Patologia em Clínica CirúrgicaEstômago - câncer gástrico precoceNível 3
Homem de 64 anos faz endoscopia por dispepsia, que mostra lesão levemente deprimida de 2,5 cm na pequena curvatura do antro. A biópsia confirma adenocarcinoma, e ele é submetido a gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2. O laudo informa adenocarcinoma tubular que invade a submucosa sem atingir a muscular própria, com metástase em 2 de 28 linfonodos e margens livres.
Como esse tumor deve ser classificado?
ACâncer gástrico avançado, porque o comprometimento linfonodal exclui a definição de câncer precoce.
BCâncer gástrico avançado, porque lesões maiores que 2 cm não podem ser consideradas precoces.
CCâncer gástrico avançado, porque a definição de precoce exige tumor restrito à mucosa.
DCâncer gástrico precoce, porque a definição depende só da profundidade (mucosa ou submucosa), independentemente dos linfonodos.✓ correta
ECâncer gástrico avançado do tipo Borrmann II, por se tratar de lesão deprimida e ulcerada.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: o câncer gástrico precoce é o adenocarcinoma restrito à mucosa ou à submucosa (T1), com ou sem metástase linfonodal; aqui o estadiamento é pT1b N1. O tamanho da lesão não entra na definição, embora influencie a indicação de ressecção endoscópica. Exigir tumor só na mucosa é um erro comum: a invasão da submucosa (T1b) continua sendo câncer precoce, mas aumenta o risco nodal. A classificação de Borrmann vale apenas para tumores avançados (que invadem a muscular própria ou além); as lesões precoces são descritas pela classificação de Paris.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.