Patologia em Clínica CirúrgicaEstômago - GISTNível 2
Mulher de 58 anos com anemia ferropriva faz endoscopia, que mostra abaulamento subepitelial no corpo gástrico, com mucosa ulcerada no centro. Ela é submetida a ressecção em cunha de um tumor de 7 cm, sem linfonodos aumentados. A histologia mostra neoplasia de células fusiformes na muscular própria, com imuno-histoquímica positiva para CD117 (KIT) e DOG1.
Quais parâmetros são usados para estimar o risco de recidiva dessa neoplasia?
ATamanho do tumor, índice mitótico e localização anatômica.✓ correta
BGrau de diferenciação glandular e número de linfonodos comprometidos.
CIntensidade da expressão de CD117 e porcentagem de células DOG1 positivas.
DTipo histológico de Lauren e classificação macroscópica de Borrmann.
EProfundidade de invasão na parede e status dos linfonodos regionais pelo TNM.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: o tumor é um GIST, e os critérios consagrados de risco (Miettinen/AFIP e Fletcher) usam o tamanho, o índice mitótico e a localização (os gástricos têm melhor prognóstico que os de intestino delgado); a ruptura tumoral também piora o risco. O GIST raramente dá metástase linfonodal, então o status nodal não é critério de estratificação, e a linfadenectomia de rotina não é indicada. CD117 e DOG1 confirmam o diagnóstico, mas a intensidade da marcação não define o risco. Lauren, Borrmann e o grau glandular se aplicam ao adenocarcinoma, não a um tumor mesenquimal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.