Otorrinolaringologia e OftalmologiaUveíte posterior - toxoplasmose ocularNível 2
Mulher de 24 anos, previamente hígida, sem imunossupressão conhecida, procura atendimento por baixa visual e "manchas que se mexem" no olho esquerdo há 10 dias, sem dor ou hiperemia. Relata consumo frequente de carne mal passada.
Ao exame: acuidade visual de 20/100 no olho esquerdo. Fundoscopia: vitreíte intensa, com turvação do vítreo, e uma lesão branco-amarelada focal de retina, de limites imprecisos, localizada junto à borda de uma cicatriz coriorretiniana pigmentada antiga, com aspecto de "farol na neblina".
Qual é o diagnóstico mais provável?
ARetinite por citomegalovírus
BRetinopatia diabética proliferativa
CDegeneração macular relacionada à idade
DRetinocoroidite por toxoplasmose em reativação✓ correta
ERetinoblastoma
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: lesão focal ativa de retinocoroidite adjacente a cicatriz pigmentada (lesão satélite), com vitreíte intensa que dá o aspecto de "farol na neblina", é o quadro típico de toxoplasmose ocular em reativação, a causa mais comum de uveíte posterior no Brasil. A retinite por citomegalovírus (A) ocorre em imunossuprimidos graves, com áreas extensas de necrose e hemorragia e pouca vitreíte. Retinopatia diabética (B) e DMRI (C) não se encaixam na idade e nos achados, e o retinoblastoma (E) é tumor da infância. Ponto-chave: a toxoplasmose ocular é doença posterior que exige encaminhamento ao oftalmologista para tratamento antiparasitário, em geral associado a corticoide sistêmico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.