Otorrinolaringologia e OftalmologiaRetinopatia diabética - rastreamento no SUS (Prática e Ética Médicas)Nível 1
Homem de 52 anos recebe hoje, na UBS, o diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 (glicemia de jejum de 168 mg/dL e HbA1c de 8,1%). Não tem queixas visuais e nunca fez exame oftalmológico.
De acordo com as recomendações para rastreamento de retinopatia diabética, qual é a orientação correta?
AFazer fundoscopia sob midríase ou retinografia já no momento do diagnóstico e, se não houver retinopatia, repetir anualmente✓ correta
BIniciar o rastreamento somente após 5 anos do diagnóstico, pois antes disso a retinopatia é improvável
CEncaminhar para exame oftalmológico apenas se surgir baixa de acuidade visual
DFazer fundoscopia a cada 5 anos enquanto a HbA1c estiver acima da meta
EAdiar a avaliação oftalmológica até que a HbA1c esteja controlada, para evitar piora transitória da retinopatia
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: no diabetes tipo 2 a doença costuma existir há anos antes do diagnóstico, e parte dos pacientes já tem retinopatia nesse momento, por isso o rastreamento com fundoscopia sob midríase ou retinografia começa ao diagnóstico e é repetido anualmente. Iniciar após 5 anos (B) é a regra do diabetes tipo 1, cuja data de início é conhecida. A retinopatia é assintomática até fases avançadas, como o edema macular e a proliferativa, por isso esperar baixa visual (C) significa diagnosticar tarde. Intervalos de 5 anos (D) e adiar o exame até o controle glicêmico (E) não têm respaldo. Ponto-chave de saúde pública: a retinopatia diabética é uma das principais causas de cegueira evitável em adultos, e o rastreamento organizado na atenção primária é estratégia do SUS para preveni-la.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.