Otorrinolaringologia e OftalmologiaPrática e Ética Médicas - comunicação do diagnóstico de surdez e implante coclearNível 3
Menino de 14 meses tem diagnóstico confirmado por PEATE de perda auditiva neurossensorial profunda bilateral. Há 4 meses usa aparelhos de amplificação sonora individual bem adaptados e faz terapia fonoaudiológica regular, mas ainda não apresenta detecção de sons de fala nem balbucio progressivo. Os pais são ouvintes e chegam ansiosos à consulta, perguntando se o filho "vai falar um dia".
Qual é a conduta mais adequada do médico?
AAguardar até os 5 anos para discutir o implante coclear, quando a criança puder participar da decisão
BDizer apenas que a criança tem "um probleminha que pode melhorar com o tempo", para não angustiar os pais
CTrocar os aparelhos por modelos mais potentes e reavaliar em 2 anos
DComunicar o diagnóstico de forma clara e empática, em ambiente reservado, discutir as opções, incluindo implante coclear em serviço habilitado do SUS e Libras, e encaminhar sem demora✓ correta
EIndicar o implante coclear e agendar a cirurgia sem discutir alternativas, pois se trata de urgência
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: perda profunda bilateral sem benefício do aparelho de amplificação sonora é indicação de avaliação para implante coclear, e o resultado sobre a linguagem oral é melhor quando o implante é feito cedo, por volta do primeiro ano de vida, pela plasticidade da via auditiva. A comunicação da má notícia deve ser verdadeira, empática e em ambiente adequado, e incluir as opções de comunicação, como Libras, para que a família decida de forma informada. Adiar a decisão (A, C) perde a janela de plasticidade. Omitir a gravidade (B) fere o direito à informação. Decidir sem a família (E) viola o consentimento informado. Ponto-chave: encaminhar cedo para implante coclear e comunicar com clareza e respeito à autonomia da família.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.