Otorrinolaringologia e OftalmologiaOtite média crônica colesteatomatosaNível 2
Homem de 30 anos relata otorreia fétida intermitente pela orelha esquerda há vários anos, com perda auditiva progressiva desse lado. Já usou várias gotas otológicas, com melhora apenas temporária.
Na otoscopia esquerda, há uma bolsa de retração profunda na pars flaccida (região atical), com acúmulo de debris esbranquiçados e erosão do muro ósseo adjacente. A mímica facial está preservada.
Qual é o diagnóstico e a conduta adequada?
AOtite média crônica simples: gotas de ciprofloxacino e acompanhamento na UBS
BOtite média com efusão: indicar tubo de ventilação
COtite externa crônica: limpeza do conduto e corticoide tópico
DOtosclerose: indicar aparelho de amplificação sonora
EOtite média crônica colesteatomatosa: encaminhar ao otorrinolaringologista para TC de ossos temporais e tratamento cirúrgico✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: otorreia fétida crônica com bolsa de retração atical, debris de queratina e erosão óssea é típica de colesteatoma. Essa lesão é progressiva, destrói o osso e pode causar complicações, como paralisia facial, fístula labiríntica e meningite, e seu tratamento é cirúrgico. A otite média crônica simples (A) tem perfuração central sem queratina nem erosão, e o tratamento tópico apenas mascara o colesteatoma. A otite média com efusão (B) não cursa com otorreia fétida. A otosclerose (D) tem membrana timpânica normal. Ponto-chave: otorreia fétida mais retração ou perfuração marginal ou atical leva a pensar em colesteatoma e encaminhar para tratamento cirúrgico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.