Otorrinolaringologia e OftalmologiaPrática e Ética Médicas - triagem auditiva neonatal e indicadores de riscoNível 2
Recém-nascido de 32 semanas permaneceu 20 dias na UTI neonatal, com ventilação mecânica e uso de gentamicina e vancomicina por sepse. Está prestes a receber alta, e a equipe vai organizar a triagem auditiva neonatal.
Segundo as Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal do Ministério da Saúde, qual é a conduta adequada?
ARealizar emissões otoacústicas evocadas isoladamente e repetir apenas se houver falha
BRealizar o potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático (PEATE-A), por haver indicadores de risco✓ correta
CAdiar a triagem para os 6 meses de idade, quando a avaliação comportamental for mais confiável
DSolicitar audiometria tonal liminar antes da alta hospitalar
EDispensar a triagem se o reflexo cocleopalpebral estiver presente ao estímulo sonoro
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: em neonatos com indicador de risco para deficiência auditiva (UTI por mais de 5 dias, ventilação mecânica, ototóxicos), o Ministério da Saúde recomenda o PEATE-A como triagem, porque ele avalia também a via retrococlear e detecta a neuropatia auditiva, que as emissões otoacústicas não detectam (A). A triagem deve ser feita antes da alta ou no primeiro mês, e adiá-la (C) atrasa o diagnóstico, que deveria ocorrer até os 3 meses, e a intervenção, até os 6 meses. A audiometria tonal (D) não é aplicável ao recém-nascido, e o reflexo cocleopalpebral (E) não substitui a triagem objetiva. Ponto-chave: com indicador de risco, faz-se PEATE-A e monitoramento auditivo depois, mesmo que a triagem seja normal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.