ObstetríciaContracepção no pós-partoNível 2
Secundigesta de 27 anos, parto vaginal a termo sem intercorrências, sem febre nem bolsa rota prolongada. Pretende amamentar exclusivamente e não quer nova gestação nos próximos anos. Pede um método de longa duração que possa iniciar ainda durante a internação, pois mora longe da unidade de saúde.
Qual é a orientação mais adequada segundo os Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS?
AIniciar um contraceptivo oral combinado no dia da alta, pois não interfere na lactação
BAguardar 6 semanas para inserir o DIU, pois a inserção pós-parto é contraindicada
CConfiar na amenorreia da lactação, que garante proteção por 12 meses
DInserir o DIU de cobre pós-placentário, em até 10 minutos após a dequitação✓ correta
EUsar anel vaginal combinado a partir do 21º dia pós-parto, por ser de longa ação
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
O DIU de cobre inserido em até 10 minutos após a dequitação (pós-placentário) é categoria 1 nos Critérios Médicos de Elegibilidade da OMS para lactantes sem infecção puerperal. É um método de longa duração, oferecido pelo SUS e indicado justamente para quem tem dificuldade de acesso posterior. O implante de etonogestrel também seria uma opção. Os métodos combinados (pílula, anel) são categoria 4 em lactantes com menos de 6 semanas pós-parto e prejudicam a lactação. O método da amenorreia da lactação (LAM) só é eficaz com aleitamento exclusivo, amenorreia e até 6 meses pós-parto, não 12 meses. A inserção pós-parto não é contraindicada, apenas tem taxa de expulsão um pouco maior.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.