ObstetríciaDiabetes mellitus gestacional: tratamentoNível 2
Gestante de 31 anos, G2P1A0, com 26 semanas, fez TOTG com 75 g: glicemia de jejum 96 mg/dL, 1 hora 170 mg/dL e 2 horas 150 mg/dL. Recebeu o diagnóstico de diabetes mellitus gestacional e começou orientação nutricional e atividade física. Duas semanas depois, o perfil glicêmico capilar mostra jejum entre 102 e 108 mg/dL e glicemias 1 hora após as refeições entre 150 e 165 mg/dL, com boa adesão à dieta. A USG mostra feto com circunferência abdominal no percentil 80 e líquido amniótico normal.
Qual é a conduta mais adequada?
AIniciar insulinoterapia, por exemplo com insulina NPH, ajustada pelo perfil glicêmico✓ correta
BIniciar glibenclamida, por ser o hipoglicemiante oral de primeira escolha na gestação
CManter apenas dieta e atividade física por mais 4 semanas
DIndicar a interrupção da gestação com 34 semanas pelo risco de macrossomia
ERepetir o TOTG 75 g para confirmar o diagnóstico antes de tratar
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: após cerca de 2 semanas de mudança no estilo de vida sem atingir as metas (jejum abaixo de 95 mg/dL e 1 hora pós-prandial abaixo de 140 mg/dL), indica-se tratamento farmacológico, e a insulina é a primeira escolha pela OPAS/MS/FEBRASGO/SBD. A metformina é alternativa quando a insulina não é viável ou como complemento. A glibenclamida (B) não é recomendada, porque atravessa a placenta e se associa a macrossomia e hipoglicemia neonatal. Manter só a dieta (C) prolonga a hiperglicemia e o risco de macrossomia. O diagnóstico já está confirmado, pois um único valor alterado basta (jejum de 92 mg/dL ou mais), e por isso não se repete o TOTG (E). Não há indicação de parto prematuro eletivo (D). Fonte: OPAS/MS/FEBRASGO/SBD, Tratamento do Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil (2019).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.