ObstetríciaSíndrome HELLP e via de partoNível 3
Primigesta de 33 anos, 35 semanas e 2 dias, chega com dor epigástrica e náuseas há 6 horas. PA de 160 x 105 mmHg, FC de 90 bpm. Exames: Hb 10,1 g/dL com esquizócitos no esfregaço, plaquetas 78.000/mm³, LDH 820 U/L, AST 210 U/L, bilirrubina total 1,5 mg/dL, creatinina 0,9 mg/dL. Feto cefálico, BCF de 140 bpm, CTG categoria I, índice de Bishop de 7.
Qual é a conduta mais adequada?
AFazer betametasona e manter conduta expectante por 48 horas para completar a maturação
BUsar sulfato de magnésio, controlar a PA e interromper a gestação após estabilizar, com via obstétrica✓ correta
CIndicar cesariana imediata, antes do magnésio, pois a síndrome HELLP exige cesárea
DTransfundir plaquetas profilaticamente e só então decidir sobre a interrupção
EManter conduta expectante até 37 semanas com exames laboratoriais seriados
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
Trata-se de síndrome HELLP completa (hemólise, AST elevada e plaquetopenia abaixo de 100.000/mm³) com 35 semanas. A conduta é estabilizar a paciente com sulfato de magnésio e controle pressórico e interromper a gestação. A via de parto segue a indicação obstétrica, e com Bishop favorável a indução é possível (Ministério da Saúde, Manual de Gestação de Alto Risco, e FEBRASGO). O corticoide antenatal e a conduta expectante não se aplicam com 34 semanas ou mais na HELLP, pelo risco materno. A HELLP não obriga à cesárea, e operar antes de estabilizar aumenta o risco de eclâmpsia e hemorragia. A transfusão de plaquetas é reservada para contagens muito baixas (cerca de 50.000/mm³ na cesárea ou 20.000/mm³ no parto vaginal) ou para sangramento.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.