ObstetríciaParto após cesárea (TOLAC/VBAC) e induçãoNível 3
Secundigesta de 31 anos (G2P1C1), com uma cesárea segmentar transversa há 3 anos por apresentação pélvica, sem outras cirurgias uterinas. Está com 41 semanas e 1 dia e deseja parto vaginal. Feto cefálico, peso estimado de 3.300 g, placenta fúndica, CTG categoria I. Índice de Bishop de 3.
Qual é a conduta mais adequada para a indução do parto?
AAgendar cesariana, pois a indução é contraindicada após qualquer cesárea
BFazer preparo cervical com misoprostol 25 mcg via vaginal, seguro com uma cicatriz
CAguardar o trabalho de parto espontâneo até 43 semanas, sem vigilância adicional
DFazer preparo cervical com sonda de Foley e depois ocitocina, se necessário, com monitorização contínua✓ correta
EFazer amniotomia imediata seguida de ocitocina em dose alta para encurtar a exposição
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
Na gestante com uma cesárea segmentar transversa prévia que deseja a prova de trabalho de parto (TOLAC), a indução é possível. O preparo cervical deve ser mecânico, com sonda de Foley, seguido de ocitocina em dose habitual se necessário, sob monitorização contínua por causa do risco de rotura uterina. O misoprostol é contraindicado em útero com cicatriz no 3º trimestre, porque aumenta muito o risco de rotura (FEBRASGO e ACOG). Uma cesárea prévia não contraindica a indução. Fazer amniotomia com colo desfavorável e usar ocitocina em dose alta aumentam a falha de indução e o risco de rotura. Esperar até 43 semanas expõe o feto aos riscos do pós-datismo.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.