ObstetríciaMonitorização fetal intrapartoNível 2
Secundigesta de 30 anos, 40 semanas, em fase ativa com 7 cm de dilatação, recebendo ocitocina para correção de hipoatividade. A cardiotocografia dos últimos 30 minutos mostra linha de base de 150 bpm, variabilidade ausente e desacelerações tardias recorrentes. A dinâmica é de 4 contrações em 10 minutos. PA 120/80 mmHg e temperatura de 36,8 °C.
Qual é a classificação do traçado e qual é a conduta adequada?
ACategoria I: manter a ocitocina e reavaliar em 30 minutos
BCategoria II: fazer estímulo sonoro e repetir o traçado em 1 hora
CCategoria III: suspender a ocitocina, fazer reanimação intrauterina e resolver pela via mais rápida✓ correta
DCategoria II: fazer amnioinfusão e aguardar a dilatação completa
ECategoria III: aguardar a dilatação completa para aplicar o fórcipe
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
Variabilidade ausente com desacelerações tardias recorrentes define um traçado de categoria III, que indica risco de acidemia fetal. A conduta é iniciar imediatamente as medidas de reanimação intrauterina (suspender a ocitocina, colocar em decúbito lateral esquerdo, hidratar e corrigir a hipotensão) e providenciar o nascimento pela via mais rápida, que neste caso, com 7 cm, é a cesariana. A classificação em três categorias é a do NICHD/ACOG, adotada pela FEBRASGO. A categoria I é o traçado normal, e a categoria II é a indeterminada. Esperar a dilatação completa diante de um traçado de categoria III atrasa o nascimento e piora o prognóstico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.