ObstetríciaPartograma e distociasNível 2
Primigesta de 28 anos, 40 semanas e 1 dia, em trabalho de parto espontâneo. O partograma registra: 5 cm às 10h, 7 cm às 12h e 8 cm às 14h, 16h e 18h. Nos três últimos toques, a dinâmica é de 4 contrações em 10 minutos, de 45 a 50 segundos. Membranas rotas com líquido claro. Apresentação cefálica, em −1 de De Lee, com bossa serossanguínea volumosa e cavalgamento dos ossos parietais. BCF de 140 bpm, sem desacelerações. Sinais vitais maternos normais.
Qual é o diagnóstico e qual é a conduta adequada?
AFase ativa prolongada por hipoatividade uterina, com indicação de ocitocina
BParada secundária da descida, com indicação de fórcipe de alívio
CPeríodo expulsivo prolongado, com indicação de vácuo-extrator
DDistocia funcional transitória, com indicação de deambulação e reavaliação em 4 h
EParada secundária da dilatação com sinais de desproporção, com indicação de cesariana✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
Há parada secundária da dilatação: a dilatação ficou em 8 cm em dois toques ou mais, com 2 horas ou mais de intervalo, apesar de contrações adequadas. Os sinais de bossa e cavalgamento ósseo sugerem desproporção cefalopélvica, e por isso a conduta é a cesariana. Não cabe ocitocina, porque a dinâmica uterina já é eficaz, e insistir aumenta o risco de rotura uterina. Fórcipe e vácuo-extrator exigem dilatação completa e apresentação bem insinuada, e não se aplicam aqui. A paciente não está no período expulsivo. Fonte: Ministério da Saúde, Manual de Gestação de Alto Risco, e Zugaib Obstetrícia, capítulo de partograma e distocias.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.