ObstetríciaDiagnóstico do trabalho de parto e fases clínicasNível 2
Primigesta de 24 anos, 39 semanas e 2 dias pela USG de 1º trimestre, pré-natal de risco habitual, procura a maternidade com cólicas há 6 horas. Ao exame: PA 110/70 mmHg, FC 82 bpm, afebril. Dinâmica uterina com 1 a 2 contrações irregulares em 10 minutos, de 20 a 30 segundos. BCF de 140 bpm. Toque vaginal com colo de 2 cm de dilatação, 50% apagado, membranas íntegras e sem sangramento.
Segundo as Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal, qual é a conduta mais adequada?
AInternar e iniciar ocitocina para regularizar as contrações
BInternar, abrir o partograma e realizar amniotomia
CInternar e oferecer analgesia peridural para conforto
DOrientar que está na fase latente, liberar e combinar sinais de retorno✓ correta
EAdministrar misoprostol 25 mcg por via vaginal para acelerar a fase latente
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A gestante está na fase latente do primeiro período: as contrações são irregulares e a dilatação é menor que 4 cm. As Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (Ministério da Saúde/CONITEC, 2017) recomendam não internar nesse momento quando mãe e feto estão bem. A paciente deve ser orientada a voltar se as contrações ficarem regulares e dolorosas, se houver perda de líquido, sangramento ou diminuição dos movimentos fetais. Usar ocitocina, fazer amniotomia ou dar misoprostol na fase latente de um trabalho de parto espontâneo são intervenções sem indicação, que aumentam as cascatas de intervenção. A internação precoce, com partograma aberto antes da fase ativa, aumenta as taxas de ocitocina, analgesia e cesárea.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.