ObstetríciaInfecções na gestação: HIV e transmissão verticalNível 2
Primigesta de 28 anos, com 14 semanas, tem teste rápido para HIV reagente na primeira consulta, com diagnóstico confirmado conforme o fluxograma do Ministério da Saúde. Está assintomática. Os exames iniciais mostram CD4 de 520 células/mm³ e carga viral de 18.000 cópias/mL. Função renal e hepática normais e HBsAg não reagente.
Qual é a conduta mais adequada para o tratamento e a prevenção da transmissão vertical?
AAguardar 28 semanas para iniciar a TARV e evitar exposição fetal precoce
BIniciar zidovudina em monoterapia a partir de agora
CIniciar a TARV apenas se o CD4 cair para menos de 350 células/mm³
DPrescrever apenas zidovudina intravenosa no parto e cesárea eletiva
EIniciar TARV imediatamente com tenofovir, lamivudina e dolutegravir✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o Ministério da Saúde recomenda iniciar a TARV o quanto antes em toda gestante vivendo com HIV, em qualquer idade gestacional e com qualquer CD4 ou carga viral. O esquema preferencial é tenofovir, lamivudina e dolutegravir, e a carga viral deve ser repetida para documentar a supressão. Esperar o terceiro trimestre (A) ou depender do CD4 (C) aumenta o risco de transmissão vertical e contraria o protocolo. A monoterapia com zidovudina (B) é inadequada, porque induz resistência e suprime pouco o vírus. A zidovudina intraparto e a via de parto (D) são decididas depois, pela carga viral perto de 34 semanas, e não substituem a TARV na gestação. A infecção pelo HIV na gestante é de notificação compulsória. Fonte: Ministério da Saúde, PCDT para Prevenção da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis e Hepatites Virais (2022).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.