ObstetríciaSíndromes hipertensivas: profilaxia da pré-eclâmpsiaNível 2
Mulher de 35 anos, G1P0, com hipertensão arterial crônica em uso de metildopa e IMC de 33 kg/m², faz a primeira consulta de pré-natal com 12 semanas e 3 dias. PA 132x84 mmHg. Na anamnese alimentar, refere consumo muito baixo de leite e derivados.
Qual é a conduta mais adequada para prevenir a pré-eclâmpsia?
AIniciar AAS 100 mg/dia somente após 20 semanas, se surgir proteinúria
BPrescrever vitaminas C e E, que reduzem a incidência de pré-eclâmpsia
CIniciar AAS 100 a 150 mg/dia à noite, mantido até 36 semanas, e suplementar cálcio✓ correta
DIniciar enoxaparina profilática, pois a hipertensão crônica é fator de risco trombótico
ESuplementar cálcio apenas depois do diagnóstico de pré-eclâmpsia
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: a hipertensão crônica é fator de alto risco para pré-eclâmpsia e indica AAS em baixa dose (100 a 150 mg/dia, à noite), iniciado de preferência entre 12 e 16 semanas e mantido até 36 semanas. Como a ingestão de cálcio é baixa, também se recomenda suplementar cálcio, de 1,0 a 2,0 g/dia de cálcio elementar. Começar o AAS após 20 semanas ou depois do aparecimento de proteinúria (A) perde a janela de efeito sobre a placentação, e o mesmo vale para o cálcio dado só após o diagnóstico (E). As vitaminas antioxidantes (B) não mostraram benefício em ensaios clínicos. A heparina (D) não previne a pré-eclâmpsia e não tem indicação neste caso. Fonte: FEBRASGO, Pré-eclâmpsia (Protocolo 2023), e Ministério da Saúde, Manual de Gestação de Alto Risco (2022).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.