ObstetríciaDoença trofoblástica gestacional: seguimento pós-molarNível 3
Paciente de 22 anos, G1P0, fez vácuo-aspiração uterina há 6 semanas por mola hidatiforme completa confirmada no exame histopatológico. O beta-hCG vinha caindo, mas as três últimas dosagens semanais foram 2.100, 2.350 e 2.700 mUI/mL. Está assintomática, com útero discretamente aumentado e sem sangramento. Usa anticoncepcional oral combinado desde o esvaziamento.
Qual é a conduta mais adequada?
ADiagnosticar neoplasia trofoblástica gestacional, fazer o estadiamento e encaminhar para quimioterapia em centro de referência✓ correta
BManter as dosagens semanais de beta-hCG até obter três resultados negativos consecutivos
CRealizar nova vácuo-aspiração uterina e reavaliar o beta-hCG em 4 semanas
DIndicar histerectomia total imediata, por tratar-se de mola invasora
ERealizar biópsia endometrial para confirmação histológica antes de qualquer tratamento
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: pelos critérios da FIGO, uma elevação de 10% ou mais do beta-hCG em três dosagens ao longo de 2 semanas após o esvaziamento molar define neoplasia trofoblástica gestacional, e aqui o beta-hCG subiu cerca de 12% e depois 15%. A conduta é o estadiamento (exame ginecológico, radiografia de tórax, USG pélvica com Doppler e, se houver metástase pulmonar, TC e RM de crânio), o cálculo do escore prognóstico FIGO/OMS e a quimioterapia em centro de referência, geralmente com metotrexato ou actinomicina D se o risco for baixo. Manter só o seguimento (B) atrasa o tratamento. Não é preciso confirmação histológica (E), e a biópsia pode causar sangramento grave. Nova aspiração (C) e histerectomia imediata (D) não são a conduta padrão. O anticoncepcional oral é adequado durante o seguimento. Fonte: FEBRASGO, Doença Trofoblástica Gestacional, e FIGO 2018.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.