ObstetríciaGestação ectópica: tratamento com metotrexatoNível 2
Mulher de 27 anos, G2P1A0, com atraso menstrual de 6 semanas e dor leve em fossa ilíaca direita, está estável: PA 120x80 mmHg, FC 76 bpm, abdome sem sinais de peritonite. A USG transvaginal mostra útero vazio e massa anexial direita de 2,8 cm, com anel tubário e sem embrião com BCF, além de pequena quantidade de líquido livre restrita ao fundo de saco. O beta-hCG era de 2.000 mUI/mL há 48 horas e agora está em 2.400 mUI/mL. Hemograma, função hepática e função renal normais. Ela deseja engravidar no futuro e se compromete com o seguimento.
Qual é a conduta mais adequada?
ALaparotomia com salpingectomia direita de urgência
BConduta expectante com dosagem semanal de beta-hCG
CCuretagem uterina para confirmar a ausência de vilosidades coriais
DRepetir a USG em 7 dias antes de definir a conduta
EMetotrexato 50 mg/m² IM em dose única, com dosagem de beta-hCG no 4º e no 7º dia✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: a paciente preenche os critérios para tratamento clínico da gestação ectópica íntegra. Está hemodinamicamente estável, a massa é menor que 3,5 a 4 cm, não há embrião com BCF, o beta-hCG está abaixo de 5.000 mUI/mL e os exames hepáticos, renais e hematológicos são normais. O esquema de dose única é metotrexato 50 mg/m² IM, e considera-se boa resposta uma queda de 15% ou mais no beta-hCG entre o 4º e o 7º dia. A conduta expectante (B) só se aplica com beta-hCG baixo e em queda, e aqui ele está subindo. A laparotomia de urgência (A) é para casos de instabilidade ou rotura. A curetagem (C) e a nova USG (D) não fazem sentido quando a localização tubária já foi confirmada. Fonte: FEBRASGO, Gravidez Ectópica, e Ministério da Saúde, Manual de Gestação de Alto Risco.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.