ObstetríciaRastreamento de cromossomopatias: translucência nucalNível 2
Gestante de 30 anos, G2P1A0, com 12 semanas e 4 dias, faz a ultrassonografia de primeiro trimestre. O comprimento cabeça-nádega é de 64 mm e a translucência nucal mede 3,8 mm. O osso nasal está presente e o fluxo no ducto venoso é normal. Não tem antecedentes familiares relevantes. Ela e o parceiro desejam saber se o feto tem alguma alteração cromossômica.
Qual é a conduta mais adequada?
ATranquilizar o casal, pois a translucência nucal é considerada normal até 4,0 mm nessa idade gestacional
BRepetir a medida da translucência nucal em 4 semanas para confirmar o achado
CRealizar amniocentese imediatamente, ainda na 12ª semana
DOferecer aconselhamento e diagnóstico invasivo por biópsia de vilo corial e programar ecocardiografia fetal✓ correta
EInformar que o achado, por si só, autoriza a interrupção legal da gestação
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: uma translucência nucal de 3,5 mm ou mais fica acima do percentil 99 e se associa a aneuploidias, cardiopatias e síndromes genéticas. Por isso, indica aconselhamento, oferta de diagnóstico invasivo (biópsia de vilo corial entre 11 e 14 semanas) e, depois, ecocardiografia fetal e USG morfológica detalhada. A TN não é normal até 4,0 mm (A). Ela só pode ser medida com CCN de 45 a 84 mm, ou seja, entre 11 e 13 semanas e 6 dias, e por isso não dá para repeti-la 4 semanas depois (B). A amniocentese (C) é feita a partir de 15 semanas, porque antes disso tem mais complicações. A legislação brasileira (art. 128 do CP e ADPF 54) não autoriza interrupção por suspeita de cromossomopatia (E). Fonte: FEBRASGO, Rastreamento de Aneuploidias, e Fetal Medicine Foundation.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.