Medicina Legal e DeontologiaToxicologia forense: embriaguez alcoólica e exame clínicoNível 2
Um motorista envolvido em uma colisão é levado ao pronto-socorro sem ferimentos graves. A autoridade policial pede ao médico um exame clínico de embriaguez. O motorista se recusa a fazer o teste do etilômetro e a deixar colher sangue.
Qual é a conduta médico-legal adequada?
AColher sangue mesmo contra a vontade do motorista, porque o pedido policial obriga o médico.
BNão fazer nada, porque a recusa ao etilômetro impede qualquer prova da alteração.
CAtestar embriaguez completa com base apenas no hálito etílico.
DClassificar o quadro na fase de excitação se houver incoordenação motora, marcha atáxica e disartria evidentes.
ENão colher sangue contra a vontade do examinando e registrar no exame clínico os sinais observados, como hálito etílico, fala, marcha, coordenação e estado de consciência, que podem servir como prova.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo, e o médico não deve fazer procedimento invasivo contra a vontade de uma pessoa consciente. O Código de Trânsito Brasileiro admite que a alteração da capacidade psicomotora seja comprovada por exame clínico, perícia, vídeo ou prova testemunhal, e por isso o registro cuidadoso dos sinais tem valor. A A viola a autonomia do examinando, e a B ignora esses outros meios de prova. A C está errada porque o hálito etílico indica ingestão, não grau de embriaguez. A D confunde as fases clássicas: incoordenação, ataxia e disartria caracterizam a fase de confusão, e não a de excitação, marcada por euforia e desinibição.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.