Medicina Legal e DeontologiaBalística forense: tiro encostadoNível 3
Na necropsia de um homem encontrado morto em casa, observa-se na região temporal direita um orifício de aspecto estrelado, irregular, com bordas evertidas e lacerações radiadas. Há fuligem nas bordas e no interior da ferida, e uma escoriação circular ao redor reproduz a boca do cano da arma. Na tábua óssea externa, em volta do orifício, há um halo de fuligem.
Qual é a interpretação pericial mais adequada?
AOrifício de saída, que é irregular, evertido e maior que o de entrada.
BTiro a curta distância, caracterizado pela zona de tatuagem e esfumaçamento ao redor do orifício.
CTiro a distância, porque o orifício é irregular e não há zona de tatuagem na pele.
DFerida cortocontusa por golpe de instrumento pesado sobre a têmpora.
EOrifício de entrada de tiro encostado, com câmara de mina de Hoffmann, sinal de Werkgaertner e sinal de Benassi.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: no tiro encostado sobre plano ósseo, os gases entram sob a pele, a descolam e a rompem, formando a câmara de mina de Hoffmann, um orifício estrelado com bordas evertidas e fuligem no interior. O sinal de Werkgaertner é a impressão da boca do cano na pele, e o sinal de Benassi é a fuligem sobre a tábua óssea externa. A A está errada porque o orifício de saída não tem fuligem, sinal de Werkgaertner nem sinal de Benassi. A B erra porque, no tiro a curta distância, o orifício costuma ser arredondado, com orla de escoriação e zonas de tatuagem e esfumaçamento ao redor, sem câmara de mina. A C desconsidera os resíduos de disparo encontrados. Vale lembrar que o tiro encostado na têmpora favorece, mas não prova sozinho, a hipótese de suicídio.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.