Medicina Legal e DeontologiaMorte encefálica e transplantesNível 2
Homem de 45 anos, em coma após hemorragia subaracnóidea extensa, está há 24 horas em UTI, normotérmico e hemodinamicamente estável, sem sedação nem distúrbios metabólicos que possam explicar o quadro. A equipe abre o protocolo de morte encefálica. Ele havia dito à família, em vida, que gostaria de ser doador.
Segundo a Res. CFM 2.173/2017 e a Lei 9.434/1997, assinale a correta.
AA vontade de doar manifestada em vida dispensa a autorização da família para a retirada de órgãos.
BOs exames clínicos devem ser feitos por dois médicos diferentes e capacitados, nenhum da equipe de transplante, e a doação depende da autorização da família.✓ correta
CO protocolo de morte encefálica só pode ser aberto com autorização prévia da família.
DUm dos exames clínicos pode ser feito por médico da equipe de transplante, desde que o outro seja neurologista.
ESe a família recusar a doação, o suporte deve ser mantido até a parada cardíaca, pois a morte encefálica só vale para fins de transplante.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a Res. CFM 2.173/2017 exige dois exames clínicos por médicos diferentes e capacitados, teste de apneia e exame complementar. O CEM e a Lei 9.434/1997 proíbem que médicos da equipe de remoção ou transplante participem do diagnóstico (D). Pela Lei 9.434/1997, a retirada de órgãos de pessoa falecida depende da autorização do cônjuge ou de parente maior de idade até o segundo grau, mesmo que o falecido tenha manifestado vontade em vida (A). O protocolo é obrigatório diante da suspeita clínica e não depende de autorização da família, que deve ser informada (C). A morte encefálica é morte para todos os efeitos, e o suporte pode ser retirado mesmo sem doação (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.