Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaTrauma no idoso - TCE leve em uso de anticoagulanteNível 2
Mulher de 78 anos cai da própria altura em casa e bate a região occipital no chão. Nega perda de consciência e refere cefaleia leve. Usa varfarina por fibrilação atrial e metoprolol. No exame não há déficit neurológico focal.
Sinais vitais: PA 136 x 80 mmHg, FC 62 bpm, FR 16 irpm, SpO2 96% em ar ambiente, Glasgow 15, temperatura 36,3 °C.
Qual a conduta mais adequada?
AAlta com orientações de sinais de alarme, pois o Glasgow é 15 e não houve perda de consciência
BRadiografia simples de crânio em duas incidências para afastar fratura
CObservação clínica por 6 horas, reservando a TC para piora neurológica
DTC de crânio sem contraste e dosagem do INR, mesmo com exame neurológico normal✓ correta
EPlasma fresco congelado empírico e alta após 2 horas sem queixas novas
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: idade acima de 65 anos e uso de anticoagulante são critérios para TC de crânio no TCE leve, mesmo com Glasgow 15, porque o risco de hematoma intracraniano é alto e ele pode se manifestar tarde. O INR orienta uma eventual reversão. Além disso, o betabloqueador pode mascarar a taquicardia de um sangramento. Dar alta (A) ou só observar (C) atrasa o diagnóstico de hematoma subdural, comum no idoso. A radiografia de crânio (B) não avalia lesão intracraniana. Reverter a anticoagulação às cegas (E), sem diagnóstico, expõe a paciente a risco tromboembólico e não substitui a imagem.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.