Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaRede de Urgência e Emergência - regulação médica e vaga zeroNível 2
Mulher de 61 anos está numa UPA com pneumonia grave e choque séptico. Já foi intubada e recebe noradrenalina. Sinais atuais: PA 92/56 mmHg com vasopressor, FC 118 bpm, FR 18 irpm em ventilação mecânica, SpO2 93% com FiO2 de 60%, sedada, temperatura 38,7 °C. O médico da UPA pede leito de UTI à Central de Regulação do SAMU 192. Todos os hospitais de referência informam que não têm leito disponível.
Diante do risco iminente de morte, qual é a conduta prevista na regulação médica das urgências?
AManter a paciente na UPA até que algum hospital informe leito livre
BO médico regulador encaminha a paciente ao hospital de referência, em vaga zero✓ correta
CTransferir a paciente em ambulância básica, sem contato com o destino
DPedir à família que contrate remoção particular para hospital privado
EAguardar ordem judicial para internar em hospital de referência sem vaga
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a vaga zero é uma prerrogativa do médico regulador (Portaria GM/MS 2.048/2002 e Resolução CFM 2.110/2014). Quando há risco iminente de morte e nenhum leito disponível, ele encaminha o paciente ao serviço de referência mais adequado, e esse serviço é obrigado a recebê-lo. Manter a paciente indefinidamente na UPA, que não é estrutura para internação prolongada, deixa sem resolver uma situação que é de responsabilidade da rede. Uma paciente intubada e em uso de vasopressor precisa de transporte em unidade de suporte avançado, com contato prévio com o destino, e por isso a ambulância básica sem comunicação é insegura. Transferir o problema para a família ou para a Justiça atrasa um atendimento que a regulação tem instrumentos para resolver na hora.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.