Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaQueimaduras - lesão inalatória e via aéreaNível 1
Mulher de 40 anos é retirada pelos bombeiros de um apartamento em chamas, onde ficou presa por cerca de 15 minutos. Tem queimaduras de 2º grau na face, vibrissas nasais chamuscadas, escarro com fuligem, rouquidão que vem piorando e estridor inspiratório leve.
Sinais vitais: PA 130 x 84 mmHg, FC 110 bpm, FR 26 irpm, SpO2 97% com máscara de oxigênio a 100%, Glasgow 15, temperatura 36,8 °C.
Qual a conduta prioritária?
ANebulizar com adrenalina e observar a evolução do estridor por algumas horas
BPedir radiografia de tórax para avaliar a extensão da lesão inalatória
CIntubar precocemente, com profissional experiente, antes que o edema progrida✓ correta
DAdministrar corticoide venoso e reavaliar a via aérea em 6 horas
EFazer cricotireoidostomia cirúrgica imediata, sem tentar a intubação
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: rouquidão progressiva e estridor em vítima de incêndio em local fechado, com fuligem e queimadura facial, indicam lesão inalatória com risco de obstrução por edema. O ATLS recomenda intubação precoce, feita pelo profissional mais experiente, com tubo de calibre adequado. A SpO2 normal não tranquiliza, porque o oxímetro não diferencia carboxi-hemoglobina, e o oxigênio a 100% deve ser mantido. Observar após nebulização (A) ou corticoide (D) permite que o edema feche a via aérea. A radiografia (B) costuma ser normal no início e atrasa a conduta. A via aérea cirúrgica (E) fica para a falha da intubação.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.