Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaTrauma pélvico - fratura instável e cinta pélvicaNível 1
Mulher de 50 anos, atropelada, chega à sala de trauma com dor pélvica intensa e deformidade dos membros inferiores.
Sinais vitais: PA 82 x 48 mmHg, FC 128 bpm, FR 26 irpm, SpO2 95% com oxigênio, Glasgow 14, temperatura 36,0 °C. Não há sangramento externo. O eFAST não mostra líquido livre abdominal, pneumotórax nem derrame pericárdico. A radiografia de tórax é normal. A radiografia de pelve mostra fratura em livro aberto, com diástase importante da sínfise púbica.
Qual a conduta imediata mais adequada?
AAplicar a cinta pélvica na altura das cristas ilíacas e pedir TC de abdome
BAplicar a cinta pélvica centrada nos trocânteres maiores e iniciar hemoderivados✓ correta
CIndicar laparotomia exploradora imediata para controle do sangramento pélvico
DPedir TC de pelve com contraste para definir a artéria lesada antes da cinta
EComprimir a pelve repetidamente para confirmar a instabilidade antes de agir
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: no choque hemorrágico por fratura de pelve em livro aberto, sem sangramento em outras cavidades, o ATLS recomenda fechar o anel pélvico com cinta centrada nos trocânteres maiores e reanimar com hemoderivados. Em seguida vem o controle definitivo, por angioembolização, tamponamento pré-peritoneal ou fixação externa. A cinta nas cristas ilíacas (A) não fecha o anel de forma eficaz. A laparotomia (C) não controla sangramento retroperitoneal pélvico e não tem indicação com FAST negativo. Levar a paciente instável à TC (D) atrasa a estabilização. Manipular a pelve várias vezes (E) desloca coágulos e aumenta o sangramento.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.