Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaAVC isquêmico agudo - trombólise e controle pressóricoNível 2
Homem de 68 anos chega ao pronto-socorro com hemiparesia direita e afasia. Foi visto bem pela última vez há 2 horas. Exame: PA 202/112 mmHg, FC 84 bpm regular, FR 18 irpm, SpO2 96% em ar ambiente, Glasgow 14, temperatura 36,7 °C e glicemia capilar de 132 mg/dL. NIHSS de 12. A tomografia de crânio sem contraste não mostra hemorragia nem hipodensidade extensa. Não há outros critérios de exclusão para trombólise.
Qual é a conduta mais adequada?
AContraindicar a trombólise de forma definitiva por causa da pressão
BIniciar a trombólise sem tratar a pressão, por ser hipertensão reativa
CReduzir a pressão para menos de 140/90 mmHg nas primeiras horas
DAguardar a ressonância magnética antes de qualquer decisão
EReduzir a pressão para menos de 185/110 mmHg e então trombolisar✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: no AVC isquêmico candidato a trombólise, a AHA/ASA e o protocolo do Ministério da Saúde exigem PA abaixo de 185/110 mmHg antes do trombolítico, e abaixo de 180/105 mmHg nas 24 horas seguintes. A pressão é reduzida com anti-hipertensivo IV titulável e, alcançada a meta, a trombólise é feita dentro da janela. A hipertensão controlável não é contraindicação definitiva, e trombolisar sem controlá-la aumenta o risco de transformação hemorrágica. Reduzir para menos de 140/90 mmHg pode diminuir a perfusão da penumbra isquêmica. A tomografia sem contraste é suficiente para a decisão, e esperar a ressonância consome tempo da janela terapêutica.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.