Medicina de Emergência e Cirurgia do TraumaBradiarritmias instáveis - marcapasso transcutâneoNível 2
Homem de 76 anos é levado ao pronto-socorro após episódio de síncope. Exame: PA 72/40 mmHg, FC 32 bpm, FR 20 irpm, SpO2 94% em ar ambiente, Glasgow 14, temperatura 36,2 °C, pele fria e sudoreica. O ECG mostra bloqueio atrioventricular total com ritmo de escape de QRS largo. Recebeu atropina 1 mg IV, sem nenhuma mudança na frequência cardíaca ou na pressão arterial.
Qual é a próxima conduta?
ARepetir a atropina até a dose cumulativa de 6 mg
BPedir ecocardiograma antes de nova intervenção
CAdministrar adenosina 6 mg IV em bolus rápido
DIniciar marcapasso transcutâneo com analgesia e sedação✓ correta
EAdministrar amiodarona 150 mg IV em 10 minutos
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: na bradicardia instável que não responde à atropina, o algoritmo da AHA indica marcapasso transcutâneo ou infusão de dopamina ou epinefrina como ponte para o marcapasso transvenoso. No BAVT com escape de QRS largo, o bloqueio costuma ser infra-hissiano e responde pouco à atropina. A dose máxima de atropina é 3 mg, e 6 mg é dose errada que só atrasa o tratamento eficaz. Pedir exame com o paciente instável retarda a estabilização. Adenosina e amiodarona deprimem a condução e podem piorar a bradicardia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.