GinecologiaDoença trofoblástica gestacional: seguimento com beta-hCG e diagnóstico de neoplasiaNível 3
Mulher de 22 anos, G1P0A1, fez aspiração uterina a vácuo há 6 semanas por mola hidatiforme completa confirmada no exame histopatológico. Usa anticoncepcional oral combinado desde o procedimento. Fez quatro dosagens semanais consecutivas de beta-hCG ao longo das últimas 3 semanas, nos dias 1, 7, 14 e 21: 1.200, 1.180, 1.210 e 1.190 mUI/mL. Está assintomática, com útero de volume normal e sem lesões vaginais.
Qual é a interpretação e a conduta adequada?
AQueda esperada do beta-hCG; passar para dosagens mensais
BVariação dentro do esperado; aguardar três dosagens negativas para encerrar o seguimento
CSuspender o anticoncepcional oral, que eleva falsamente o beta-hCG, e repetir as dosagens
DIndicar histerectomia total imediata, porque a paciente já teve uma gestação
ENeoplasia trofoblástica gestacional pós-molar por platô do beta-hCG; investigar a extensão da doença, incluindo radiografia de tórax, e definir a quimioterapia pelo estadiamento FIGO e pelo escore de risco da OMS✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta. Pelos critérios da FIGO, quatro dosagens de beta-hCG em platô (variação menor que 10%) nos dias 1, 7, 14 e 21 definem neoplasia trofoblástica gestacional pós-molar. A paciente deve ser estadiada, com radiografia de tórax e outros exames conforme o caso, e classificada pelo escore de risco da OMS; na doença de baixo risco, o tratamento costuma ser monoquimioterapia, como metotrexato. As alternativas A e B ignoram o platô, que é critério diagnóstico. O anticoncepcional hormonal não interfere na dosagem do beta-hCG e é recomendado durante o seguimento, para evitar uma gravidez que confundiria a interpretação. A histerectomia não é a primeira opção para mulher jovem com doença sensível à quimioterapia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.