GinecologiaAmenorreia secundária: investigação etapa por etapaNível 3
Mulher de 31 anos, G2P2A0 (dois partos vaginais, sem curetagens), está há 6 meses sem menstruar. Refere ganho de peso discreto, sem galactorreia, sem uso de medicamentos e sem cirurgias uterinas. Exames: beta-hCG sérico negativo, TSH de 2,0 mUI/L e prolactina de 12 ng/mL, ambos normais. Fez teste da progesterona (acetato de medroxiprogesterona 10 mg/dia por 10 dias), sem sangramento. Em seguida, fez teste do estrogênio associado ao progestagênio e teve sangramento.
Qual é o próximo passo na investigação?
ASolicitar histeroscopia diagnóstica para pesquisar sinequias intrauterinas.
BSolicitar ressonância magnética da sela túrcica antes de qualquer dosagem hormonal.
CSolicitar cariótipo para afastar disgenesia gonadal.
DDosar FSH e LH séricos para diferenciar causa ovariana de causa hipotalâmico-hipofisária.✓ correta
ERepetir o teste da progesterona com o dobro da dose antes de prosseguir.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: o teste da progesterona negativo indica hipoestrogenismo ou alteração do trato de saída, e o sangramento após estrogênio mais progestagênio confirma que o endométrio responde e que o trato de saída está pérvio. Por isso, a próxima etapa é dosar as gonadotrofinas: FSH elevado sugere insuficiência ovariana, e FSH baixo ou normal sugere causa hipotalâmica ou hipofisária. A histeroscopia (A) não se justifica, porque o sangramento no teste combinado praticamente exclui síndrome de Asherman. A ressonância de sela (B) só entra se as gonadotrofinas vierem baixas ou normais. O cariótipo (C) não é a etapa seguinte numa amenorreia secundária com essa sequência de testes. Repetir o teste com dose maior (E) não acrescenta informação.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.