GinecologiaNeoplasia intraepitelial vulvar e câncer de vulvaNível 2
Mulher de 72 anos, G5P5A0, com diagnóstico de líquen escleroso vulvar há 10 anos e tratamento irregular, refere uma ferida no grande lábio direito há 3 meses que não melhorou com corticoide tópico de alta potência. Ao exame, há lesão ulcerada de 1,5 cm, com bordas endurecidas, sobre área de líquen escleroso. Os linfonodos inguinais não são palpáveis.
Qual é a próxima conduta?
ABiópsia incisional da lesão sob anestesia local, incluindo a área mais representativa✓ correta
BAumentar a frequência de aplicação do corticoide e reavaliar em 3 meses
CVulvectomia radical com linfadenectomia inguinofemoral bilateral imediata, sem histologia prévia
DColher citologia oncótica da superfície da úlcera
EAplicar imiquimode tópico e reavaliar em 8 semanas
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: lesão vulvar ulcerada e endurecida que persiste apesar do tratamento, sobre líquen escleroso, levanta suspeita de neoplasia intraepitelial vulvar diferenciada ou de carcinoma espinocelular, e a biópsia incisional é obrigatória antes de qualquer decisão. Manter ou intensificar o corticoide atrasa o diagnóstico de um possível câncer. A cirurgia radical sem confirmação histológica é inaceitável, e o planejamento cirúrgico depende do tipo histológico e da profundidade de invasão. A citologia da superfície da úlcera tem baixa sensibilidade e não substitui a biópsia. O imiquimode é opção para lesão intraepitelial relacionada ao HPV, e não para lesão suspeita de invasão sem histologia.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.