GinecologiaColposcopia e lesões precursoras: EZT na HSILNível 2
Mulher de 34 anos, G2P2A0, com citologia de rastreamento mostrando lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL). A colposcopia foi adequada, com junção escamocolunar totalmente visível (zona de transformação tipo 1). Após o ácido acético, há epitélio acetobranco denso com mosaico grosseiro e pontilhado grosseiro, restrito à ectocérvice, sem sinais de invasão. O teste de Schiller mostra área iodo-negativa que coincide com a lesão.
Qual é a conduta mais adequada?
ARepetir a citologia em 6 meses e indicar colposcopia apenas se persistir HSIL
BRealizar conização a frio em centro cirúrgico
CIndicar histerectomia total, pois a paciente já tem prole constituída
DRealizar tratamento destrutivo da lesão (cauterização ou crioterapia) sem obter material histológico
ERealizar exérese da zona de transformação tipo 1 em nível ambulatorial, na estratégia ver e tratar✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: quando a citologia mostra HSIL e a colposcopia encontra achados maiores, com zona de transformação tipo 1 e lesão restrita à ectocérvice, as diretrizes do INCA recomendam a estratégia ver e tratar, com exérese da zona de transformação (EZT) tipo 1 com alça diatérmica em ambulatório. A EZT trata a lesão e, ao mesmo tempo, fornece a peça para o exame histológico. Repetir a citologia atrasa o tratamento de uma provável NIC 2 ou 3. A conização a frio fica reservada para zona de transformação tipo 3, suspeita de microinvasão ou lesão glandular. A histerectomia não é tratamento de lesão precursora. Os métodos destrutivos não oferecem histologia e não são indicados diante de citologia HSIL.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.