GinecologiaRastreamento do câncer do colo do útero em situações especiais (imunossuprimidas)Nível 3
Mulher de 29 anos, G0P0A0, vive com HIV há 3 anos e usa terapia antirretroviral regularmente. Tem carga viral indetectável e contagem de linfócitos T-CD4 de 450 células/mm³. Iniciou a vida sexual aos 17 anos e nunca colheu exame citopatológico do colo do útero. Procura a Unidade Básica de Saúde, que ainda faz o rastreamento por citologia, para começar o rastreamento.
De acordo com as Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do Câncer do Colo do Útero (INCA/MS, 2016), que se baseiam no exame citopatológico, qual é a conduta de rastreamento adequada para essa paciente?
ACitologia anual por dois anos consecutivos e, se ambas normais, citologia a cada três anos, como na população geral
BCitologia a cada três anos desde já, porque a contagem de CD4 está acima de 200 células/mm³
CCitologia semestral no primeiro ano e, se normais, citologia anual enquanto se mantiver a condição de imunossupressão✓ correta
DColposcopia anual como método de rastreamento, dispensando a citologia
ECitologia anual somente a partir dos 30 anos, interrompendo o rastreamento aos 64 anos
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta. Pelas Diretrizes do INCA de 2016, mulheres imunossuprimidas, incluindo as que vivem com HIV, começam o rastreamento logo após o início da atividade sexual, com citologias semestrais no primeiro ano. Se os exames forem normais, a citologia passa a ser anual enquanto durar a imunossupressão; se o CD4 estiver abaixo de 200 células/mm³, a citologia continua semestral. As alternativas A e B aplicam o esquema da população geral, que não vale para imunossuprimidas mesmo com CD4 acima de 200. A colposcopia não é método de rastreamento: ela é indicada diante de alteração citológica. A alternativa E erra ao adiar o início do rastreamento e ao fixar uma idade para interrompê-lo.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.