GinecologiaIncontinência urinária de urgência: diagnóstico clínico e tratamento inicialNível 2
Mulher de 62 anos, G3P3A0 (partos vaginais), menopausa aos 50 anos, refere vontade súbita e intensa de urinar, com perda de urina antes de chegar ao banheiro, há 1 ano. Urina 12 vezes por dia e acorda 3 vezes à noite para urinar. Nega perda aos esforços. Toma cerca de 5 xícaras de café por dia. Exame de urina tipo 1 e urocultura normais. O resíduo pós-miccional por USG é de 20 mL. O exame ginecológico mostra atrofia vulvovaginal leve, sem prolapso significativo.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AMedidas comportamentais (treinamento vesical, micções programadas, redução de cafeína e ajuste da ingestão de líquidos) associadas a fisioterapia do assoalho pélvico, deixando o antimuscarínico ou o agonista beta-3 para quando não houver resposta.✓ correta
BCirurgia de sling de uretra média, por ser o tratamento de escolha da incontinência urinária.
CEstudo urodinâmico obrigatório antes de qualquer tratamento.
DAntibioticoterapia empírica por 7 dias, pela alta probabilidade de cistite.
EColpoperineoplastia anterior para corrigir a incontinência.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: o quadro é de incontinência urinária de urgência (síndrome da bexiga hiperativa), com urgência, polaciúria e noctúria, sem perda aos esforços e com infecção urinária e retenção afastadas. A primeira linha é a terapia comportamental, com treinamento vesical, redução de cafeína e ajuste de líquidos, associada a fisioterapia. Os antimuscarínicos ou agonistas beta-3 entram como segunda linha, e o estrogênio vaginal ajuda na atrofia. O sling (B) trata a incontinência de esforço, e não a de urgência. O estudo urodinâmico (C) não é necessário antes do tratamento conservador quando o diagnóstico clínico é claro. Os exames de urina normais afastam cistite (D). A colpoperineoplastia (E) não trata hiperatividade detrusora.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.