GinecologiaVulvovaginites: vaginose bacteriana e critérios de AmselNível 1
Mulher de 26 anos, G1P1A0, refere corrimento vaginal com odor desagradável, que piora após a relação sexual, há 2 semanas. Nega prurido, disúria e dispareunia. Ao exame especular: conteúdo vaginal branco-acinzentado, homogêneo e fluido, recobrindo as paredes vaginais, sem hiperemia. pH vaginal de 5,5. O teste das aminas com hidróxido de potássio a 10% libera odor de peixe. A microscopia a fresco mostra células-guia (clue cells), sem protozoários móveis e sem hifas.
Qual é o diagnóstico e a conduta?
AVaginose bacteriana; tratar com metronidazol 500 mg por via oral de 12 em 12 horas por 7 dias, sem tratamento de rotina do parceiro.✓ correta
BTricomoníase; tratar com metronidazol e tratar também o parceiro.
CCandidíase vulvovaginal; tratar com fluconazol 150 mg em dose única.
DVaginose bacteriana; tratar com metronidazol e tratar obrigatoriamente o parceiro para evitar recorrência.
EVaginite atrófica; tratar com estrogênio vaginal.
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: a paciente preenche os quatro critérios de Amsel (corrimento homogêneo branco-acinzentado, pH maior que 4,5, teste das aminas positivo e células-guia), e bastam três para o diagnóstico de vaginose bacteriana. O PCDT-IST recomenda metronidazol 500 mg por via oral de 12 em 12 horas por 7 dias e não indica tratar o parceiro de rotina, porque isso não reduz a recorrência (D). A tricomoníase (B) é afastada pela ausência de protozoários móveis à microscopia. A candidíase (C) cursa com prurido, corrimento grumoso e pH normal (menor que 4,5). A vaginite atrófica (E) é improvável numa mulher de 26 anos com estrogênio normal.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.