GinecologiaClimatério: terapia hormonal, vias e contraindicaçõesNível 3
Mulher de 53 anos, G2P2A0, DUM há 16 meses, com útero, apresenta fogachos intensos e diários, que prejudicam o sono e o trabalho. É obesa (IMC de 32 kg/m²) e tem hipertrigliceridemia (triglicerídeos de 390 mg/dL) em tratamento. Nega câncer de mama, doença coronariana, tromboembolismo, AVC, doença hepática e sangramento genital. Mamografia recente BI-RADS 1 e pressão arterial controlada.
Qual é o esquema de terapia hormonal mais adequado?
AEstrogênios conjugados por via oral associados a progestagênio.
BEstradiol por via transdérmica associado a progestagênio.✓ correta
CEstradiol por via transdérmica isolado, sem progestagênio.
DNenhuma terapia hormonal, pois a hipertrigliceridemia é contraindicação absoluta.
EEstrogênios conjugados por via oral isolados.
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: a paciente tem sintomas vasomotores intensos, está há menos de 10 anos da menopausa, tem menos de 60 anos e não tem contraindicações absolutas, portanto é candidata à terapia hormonal. A hipertrigliceridemia e a obesidade favorecem a via transdérmica, que evita a primeira passagem hepática e não eleva os triglicerídeos nem os fatores de coagulação como a via oral (A e E). Como tem útero, precisa de progestagênio para proteger o endométrio da hiperplasia e do carcinoma, o que torna o estrogênio isolado inadequado (C e E). A hipertrigliceridemia é condição que orienta a escolha da via, e não contraindicação absoluta (D).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.