GinecologiaEndometriose: diagnóstico e tratamento clínicoNível 2
Mulher de 29 anos, G0, sem desejo de engravidar no momento, refere dismenorreia progressiva há 3 anos, que já não melhora com anti-inflamatórios, além de dispareunia de profundidade. Ao toque vaginal: útero em retroversão, com pouca mobilidade, e nodulação dolorosa em ligamento uterossacro esquerdo. Beta-hCG negativo.
Qual é a conduta inicial mais adequada?
AIndicar laparoscopia com biópsia, porque o tratamento hormonal só pode começar após confirmação histológica.
BDosar CA-125, cujo valor normal exclui o diagnóstico.
CIniciar análogo de GnRH como primeira linha, sem necessidade de exame de imagem.
DIndicar histerectomia com salpingo-ooforectomia bilateral, pela dor refratária.
ESolicitar USG transvaginal com preparo intestinal ou ressonância de pelve e iniciar tratamento hormonal com progestagênio ou contraceptivo combinado contínuo.✓ correta
Resposta correta: alternativa E
💡 Explicação
A alternativa E está correta: o quadro clínico (dismenorreia progressiva, dispareunia de profundidade e nodulação em uterossacro) é muito sugestivo de endometriose profunda. As diretrizes da FEBRASGO aceitam o diagnóstico clínico e por imagem, com USG transvaginal com preparo intestinal ou ressonância para mapeamento, e o início de tratamento hormonal empírico com progestagênios ou contraceptivo combinado contínuo em quem não deseja engravidar. A laparoscopia (A) não é obrigatória antes do tratamento clínico. O CA-125 (B) tem baixa sensibilidade e não exclui a doença. O análogo de GnRH (C) é segunda linha, pelos efeitos de hipoestrogenismo. A cirurgia radical (D) é inadequada numa mulher jovem que ainda não fez tratamento clínico.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.