GinecologiaSíndrome dos ovários policísticos: critérios de RotterdamNível 1
Mulher de 24 anos, G0, IMC de 23 kg/m², refere ciclos menstruais a cada 45 a 60 dias desde a menarca, acne persistente e pelos terminais no mento e na linha alba (escore de Ferriman-Gallwey de 12). A USG transvaginal mostra ovários de volume normal, com menos de 20 folículos por ovário. TSH, prolactina e 17-hidroxiprogesterona estão normais, e o beta-hCG é negativo.
Sobre o diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos (SOP) nesta paciente, é correto afirmar:
AO diagnóstico não pode ser feito, porque a morfologia ovariana policística à USG é critério obrigatório.
BO diagnóstico depende de relação LH/FSH maior que 2.
CO diagnóstico de SOP está estabelecido, pois ela tem oligo-ovulação e hiperandrogenismo clínico, com exclusão de outras causas.✓ correta
DO diagnóstico exige resistência insulínica comprovada pelo índice HOMA-IR.
EO diagnóstico não se aplica, porque a SOP ocorre apenas em mulheres com sobrepeso ou obesidade.
Resposta correta: alternativa C
💡 Explicação
A alternativa C está correta: pelos critérios de Rotterdam, o diagnóstico de SOP exige dois de três achados (oligo ou anovulação, hiperandrogenismo clínico ou laboratorial e morfologia ovariana policística), depois de excluídas outras causas como disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia e hiperplasia adrenal congênita não clássica. A paciente tem oligo-ovulação e hirsutismo, com exames de exclusão normais. A USG alterada não é obrigatória (A). A relação LH/FSH (B) e a resistência insulínica (D) não fazem parte dos critérios diagnósticos, embora a avaliação metabólica deva ser feita depois. A SOP também ocorre em mulheres com peso normal (E).Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.