Seminário Integrador em Clínica MédicaTerminalidade da vida - ortotanásia, distanásia e eutanásiaNível 1
Mulher de 76 anos com câncer de pulmão metastático teve progressão da doença após as linhas de tratamento disponíveis. Está acamada, com dependência para todas as atividades, dispneia aos mínimos esforços e dor óssea. Em conferência com a equipe, a paciente, lúcida, e a família decidem que, em caso de piora, não serão feitas intubação orotraqueal nem reanimação cardiopulmonar, priorizando o controle da dispneia, da dor e o conforto. A decisão é registrada no prontuário.
Essa conduta corresponde a
Aeutanásia passiva, vedada pelo Código de Ética Médica.
Bdistanásia, recomendada pelo CFM nos pacientes oncológicos.
Csuicídio assistido, permitido quando há consentimento da família.
Dortotanásia, permitida pelo CFM quando respeitada a vontade do paciente ou do representante legal.✓ correta
Emistanásia, admitida em pacientes com prognóstico reservado.
Resposta correta: alternativa D
💡 Explicação
A alternativa D está correta: a ortotanásia é a limitação de procedimentos que só prolongariam o processo de morrer em doença grave e incurável, mantendo os cuidados para aliviar o sofrimento; a Resolução CFM 1.805/2006 permite essa conduta, respeitada a vontade do paciente ou de seu representante e com registro no prontuário. Não há ação para abreviar a vida, por isso não se trata de eutanásia (A) nem de suicídio assistido (C), ambos vedados no Brasil. Distanásia (B) é justamente o prolongamento fútil e sofrido da vida, que deve ser evitado. Mistanásia (E) designa a morte precoce e evitável por abandono ou falta de assistência.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.