Seminário Integrador em Clínica MédicaComplicações agudas do diabetes: cetoacidose diabéticaNível 2
Jovem de 19 anos, com diabetes mellitus tipo 1, chega ao pronto-socorro com poliúria, polidipsia, vômitos e dor abdominal difusa há 2 dias, após interromper a insulina. Exame físico: desidratado, taquicárdico (FC 124 bpm), PA 100/60 mmHg e respiração profunda e rápida, com hálito cetônico.
Exames: glicemia 480 mg/dL; pH arterial 7,15; HCO3- 8 mEq/L; cetonúria 3+; sódio 132 mEq/L; potássio 4,8 mEq/L (referência 3,5 a 5,0).
Qual é a medida inicial prioritária?
AHidratação venosa com soro fisiológico 0,9%, seguida de insulina regular intravenosa✓ correta
BBicarbonato de sódio intravenoso para corrigir rapidamente a acidemia
CSoro glicosado a 5% isolado para suprimir a cetogênese
DRestrição hídrica pelo risco de edema cerebral
ERetomar a insulina subcutânea habitual e liberar dieta oral
Resposta correta: alternativa A
💡 Explicação
A alternativa A está correta: na cetoacidose diabética, o primeiro passo é a expansão volêmica com soro fisiológico 0,9%. Com o potássio acima de 3,3 mEq/L, como aqui, segue-se a insulina regular intravenosa contínua, com monitorização frequente de glicemia e potássio. O bicarbonato (B) não é indicado com pH de 7,15, porque fica reservado a acidemias muito graves (pH abaixo de 6,9). O soro glicosado (C) entra apenas quando a glicemia cai, associado à insulina. A restrição hídrica (D) agravaria o choque hipovolêmico, e a insulina subcutânea com dieta oral (E) é inadequada para um paciente vomitando e em acidose grave.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.