Seminário Integrador em Clínica MédicaSíndromes respiratórias: interpretação de espirometria na DPOCNível 2
Homem de 62 anos, tabagista com carga de 40 maços-ano, relata dispneia aos médios esforços que piora há 2 anos e tosse com expectoração matinal. Nega sibilância episódica na infância e atopia.
A espirometria mostra, após o broncodilatador, relação VEF1/CVF de 0,58 e VEF1 de 55% do previsto. Com o broncodilatador, o VEF1 aumentou 8% (90 mL) em relação ao valor basal.
Qual é a interpretação mais adequada?
ADistúrbio restritivo, sugestivo de doença intersticial pulmonar
BDistúrbio obstrutivo sem resposta significativa ao broncodilatador, compatível com DPOC✓ correta
CDistúrbio obstrutivo com resposta significativa ao broncodilatador, compatível com asma
DEspirometria normal para a idade, sem limitação ao fluxo aéreo
EDistúrbio misto, com componentes obstrutivo e restritivo graves
Resposta correta: alternativa B
💡 Explicação
A alternativa B está correta: relação VEF1/CVF abaixo de 0,70 após o broncodilatador confirma limitação persistente ao fluxo aéreo, e, num tabagista sintomático, isso é compatível com DPOC. Considera-se resposta significativa ao broncodilatador o aumento de pelo menos 12% e 200 mL no VEF1, o que não ocorreu aqui (8% e 90 mL); por isso, a alternativa C está errada. O distúrbio restritivo (A) cursa com relação VEF1/CVF normal ou aumentada e CVF reduzida. A relação de 0,58 afasta espirometria normal (D). Distúrbio misto (E) exigiria confirmação de redução de volumes pulmonares, que a espirometria isolada não fornece.Questão enviada por Equipe Canetinha ao banco público do Canetinha.